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Banalidade do mal!

A normalização do mal atingiu proporções inimagináveis, proporcionando de modo legítimo garantir que, mesmo individualmente se observe grave problema ético, social e moral. Nosso reverendíssimo Papa Emérito Bento XVI assim se manifestava ao se referir à ‘ditadura do relativismo’, afirmando ser na intolerância, na banalização, na relativização e na normalização daquilo que é assumidamente antiético que acreditamos residir o real problema da sociedade hodierna em todos os níveis. Esse fenômeno se reveste de tamanha gravidade por algumas razões, ou seja, por representar espaço aberto pela dúvida ética que movimentos políticos desonestos, refúgios para religiosos radicais. Por outro lado, por não ser a ética apenas uma questão de consciência individual, mas, de sustentabilidade das organizações, somente poderemos combatê-la através da exigência. O sistema com o qual convivemos está apodrecido, afinal, somos demasiadamente tolerantes em relação à ética praticada no seio da comunidade, razão pela qual a sociedade civil não possui condições ética, social e moral capaz de rejeitar a companhia de pessoas pouco credíveis. A sensação generalizada de que maus políticos e gestores comprometidos têm sistematicamente comprometido a ética em favor do que possa ser considerado politicamente correto, da necessidade de lucrar a curto prazo e a todo o custo, da ânsia de se sobrepor ao adversário gera a possibilidade do advento de movimentos radicais altamente perigosos. A atração pelo radicalismo político determina a normalização do mal, gerando a intolerância e comportamentos éticos absolutamente desviados do bem. A única forma de preservar a democracia e a liberdade reside em reduzir a tolerância face a tais comportamentos criminosos, sepultando da vida pública essa corja de bandidos que tanto mal nos proporcionam. A única forma de resgatar nossa real democracia e o respeito da nação brasileira é deixar de ser complacente, permitir o inaceitável, tolerar o injustificável, exigindo a todo custo de quem nos lidera um comportamento condigno e capaz de oferecer exemplo a ser seguido. Basta de aceitarmos tanto ladrão de paletó e gravata, bandidos de colarinho branco, marginais da vida pública, sujeitos que precisam ser defenestrados da nossa sociedade. A vantagem da democracia e da economia de mercado será sempre de estar nas mãos do eleitor bem-intencionado, na verdade uma questão de exigência.

Delegado Mourão.


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