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VIVER OU MORRER!

O que nos assusta não é a violência de poucos, mas, a omissão de muitos. Hoje, lamentavelmente nos ensinam tudo, menos a arte de viver como verdadeiros irmão. Convivemos com a extremada violência decorrente do tráfico de drogas, sem dúvida, a raiz de tanta crueldade, desenvolvida nas mais diversas modalidades criminosas, responsável diretamente pelo desenfreado clima de intensa violência a que estamos submetidos. A impunidade que hoje nos assola, determinou o descrédito público, considerando sobretudo pelo estatuto legal que se mostra ineficaz para debelar esse violento e preocupante enfrentamento. A crise social ora vivenciada é responsável por dados preocupante, alem de proporcionar inimaginável perplexidade em razão da ousadia do tráfico que ultrapassou todas as fronteiras permitidas pela sensatez. O crime organizado ou não, invadiu estabeleceu-se não só na periferia, mas, em outras regiões tidas como nobres desta cidade, permitindo que o nefasto tráfico de drogas e até de armas estabeleça um “conjunto legal” próprio, proliferando como epidemia, inaugurando e desenvolvendo poderes paralelos com o advento de facções criminosas. O crime organizado fincou suas raízes, estendendo seus tentáculos corrompendo agentes públicos, impondo a falência social e moral, gerando dor e luto. O tráfico, objeto de intensa impunidade, tratado sem grandes rigores, de forma quase impune, via de regra reveste-se da condição de estado paralelo, julgando, condenando e executando desafetos, considerando que das suas decisões não são permitidas discussões, apenas o fiel cumprimento. Diariamente nos deparamos com corpos mutilados, abandonados em áreas de difícil acesso, resultante da inominável violência empregada por traficantes como forma de punir eventuais adversários. Vivemos sob permanente estado de guerra urbana, prevalecendo a impunidade, razão que dificilmente nos permitirá recuperar a soberania de Estado objetivando restabelecer a ordem pública e social desparecida e buscada por todos.

Delegado Mourão.


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