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NEM MELHOR, NEM PIOR, APENAS IDIOTAS!

A invasão da corona vírus, hoje denominado de Covid-19 trouxe consigo a explosão de destruição e morte. Há bem pouco tempo se contentava apenas com o seguimento idoso, hoje, infelizmente, estende seus tentáculos de forma inapelável, buscando e alcançando vítimas de todas as idades e classes sociais. Indiferente, sentimos o descaso de parte de um público à beira da demência, hipócrita e imbecil no melhor sentido literário do termo, sob risco da própria infecção, inescrupulosamente contaminando à sua volta. Aqueles que se consideram superiores, inatacáveis, diferente em relação ao seu semelhante, basta enfiar o dedo no próprio ânus e aspirar o odor desprendido, somente dessa forma lhe será possível assimilar o sentimento de igualdade que deve nortear a relação humana. O quantitativo de entes queridos, conhecidos e anônimos, trabalhadores do leve ou pesado, dos anelados, dos ricos e pobres que de uma hora despareceram e ainda correm sérios riscos de abdicar do seio familiar é, simplesmente, incalculável, somente comparado com os que são produzidos em zona de guerra. Vivemos hoje sob o signo da viuvez e orfandade, razão pela qual, jamais saberemos quantificar com exatidão matemática o percentual exato de lares eternamente destruídos. Equipes médica, de pé, firme, incansável nessa cruel e imprevisível batalha pela vida, diariamente alerta que a maior causa da proliferação se deve ao abandono das ações de prevenção de natureza sanitária, substituídas pelo prazer e luxuria ofertadas em eventos festivos, precedido pela virada do ano, emendado pelo carnaval, festas de rua, esportes coletivos, academias, tudo patrocinado pelo poder de alguns notórios imbecís, ávidos em desfiar a fúria divina, aqueles mesmos referidos antes, que se imaginam defecar essência de rosas e não merda mesmo, integrantes da concorridíssima república dos patifes. A perda de tantas vidas preciosas fez brotar até nos mais insensíveis o fenômeno do choro e do luto, todavia, por força de circunstancias pessoas que perderam seus entes queridos tiveram esta possibilidade negada, enquanto outros o reprimiram por vergonha, para não demonstrar fraqueza, ou, simplesmente por aversão ao choro.
 
Delegado Mourão.


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