Siga-nos

Artigos

Você está em - Home - Artigos - FOTOGRAFIA NO TAMANHO EXATO!

FOTOGRAFIA NO TAMANHO EXATO!

No fato de que em um país em que um assessor parlamentar passa o dia cortando cabelos, uma pergunta se impõe. Há excesso de cargos de confiança nos Legislativos brasileiros? A quantidade de contratações a que tem direito cada parlamentar é realmente excessiva e contribui para a disseminação de práticas irregulares, por isso o descontrole persiste. Embora qualquer tentativa de comparação seja arriscada existe discrepâncias em relação a outras civilizações. Não se pode negar que no Para, há um exagero injustificável, afinal os parlamentares brasileiros são os servidores públicos que mais pesam no bolso do cidadão e apenas uma ínfima minoria é capaz de produzir algo de positivo em favor da comunidade. Apesar de ser um problema de difícil solução, revertê-lo implicaria em profundas mudanças, o que não interessa à maioria absoluta, acostumada com essa farra. Alguns chegam a alegar que o sistema eleitoral “os obriga” a ter muitos assessores, sob a alegação da “grande área que pretende cobrir”, sonhando até com o voto distrital, ferramenta recentemente refugada em votação no Congresso Nacional. São os próprios parlamentares que reconhecem a possibilidade remota de mudar o sistema. Para complicar o legislativo brasileiro segue relutante em divulgar onde estão lotados esses assessores e quem são, quanto ganham, que horário cumprem, se assinam ponto frequencial e que atividades desempenham. Em ano de eleição todos sofrem do processo de metamorfose, se transformando em cabos eleitorais. A solução está nas mãos de uma sociedade ativa, a quem cabe impor limites, freando essa farra que se transformou a contratação de assessores, uns de porra e outros de merda nenhuma, ou seja, integrantes das “aspon e asmen, respectivamente”. O objetivo do político é se eleger, alguns se utilizando de recursos torpes, inconfessáveis e fraudulentos, mesmo assim, às vezes lamentavelmente se constata ter sido dada ao torpe o direito se locupletar com a própria torpeza. Assim sendo é possível explicar a postura de determinados maus políticos em não aprovar mecanismos de controle para o trabalho dos assessores que ocupam cargos em comissão, já que a grande maioria não passa de cabo eleitoral guindado a uma função melhorada a partir da conquista do mandado. Os eufemismos usados para definir a atuação dos assessores que trabalham na base dos parlamentares não conseguem ocultar a verdadeira natureza da função que exercem. Cada politico um tem uma cota para gastar com assessores, os quais não precisam conhecer o regimento interno, entender de legislação ou saber redigir um projeto de lei. Basta ter o mínimo de cultura estudantil que lhe possibilite controlar o cadastro de eleitores para enviar o cartão de aniversário no dia certo e está sacramentado o agradecimento. O Brasil é eterno campeão mundial em número de assessores por parlamentares. Nos regimes parlamentaristas, com voto em lista ou voto distrital os candidatos não precisam fazer essas maratonas, a campanha é dos partidos. No parlamento alemão, um político dispõe de uma secretária, um chefe de gabinete e um assessor em sua cidade de origem. No Japão, o gabinete se resume à sala ocupada pelo parlamentar e uma saleta para a secretária, que é também recepcionista e telefonista. Como se observa em nossa “província” essa farra precisa imediatamente acabar, e aí está o exemplo. Mas austero impossível. Em última instancia não votem em fichas-sujas, omissos, corruptos, corruptores; farristas com dinheiro público; demagogos; dissimulados; ímprobos; gazeteiros; submissos às lideranças; vendedores de votos; corporativistas; nepotistas; benevolentes com as ilicitudes; condescendentes com a bandidagem; promotores da insegurança jurídica e coniventes com o descalabro da justiça criminal, que desvalorizam os policiais, aceitam a morosidade da justiça, criam leis permissivas; enfraquecem as leis e a justiça, traem seus eleitores; não representam o povo e se lixam para a população.
 
Delegado Mourão.


Compartilhe nas mídias sociais