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Respeitem nossos idosos!

Vivemos sob uma sociedade que envelhece em velocidade espantosa, quiçá tenha sido este o “maior presente” por nos herdado no presente século. Há muito esfumou-se a alegria de atingir a idade avançada, condição que sempre representou prazer e privilégios de poucos. Hoje, ser idoso representa para a imensa maioria de uma sociedade hipócrita, falida e apodrecida em sua base social e moral tornar-se subnitrato de fosfato de pó de excremento. Assombra se constatar nas imediações das mais variadas instituições, especialmente as de cunho bancário, pessoas idosas, de avançada idade, com intensa dificuldade de locomoção, desacompanhados, em busca da percepção de migalhas capazes (in) de saciar os mais angustiosos sofrimentos próprio e de seus familiares. O IBGE mensura que a expectativa de vida do brasileiro subiu para 75.2 anos, com o que não concordamos, especialmente levando em consideração a assustadora mortandade de pessoas com idade inferior fulminadas pela Covid19. Na atualidade analisamos o perfil do idoso sob vários aspectos, entre eles, as perspectivas e planejamento para enfrentamento de comorbidades variadas, dificuldades de locomoção que fazem surgir intensa preocupação no seio familiar. Há, ainda os que se ressentem da solidão causado pelo abandono familiar, normalmente causado por filhos desumanos, via de regra ausentes nos momentos de maior aflição, impondo a recusa em com eles conviver, ou, sequer os visitando em abrigos eventualmente recolhidos. Percebe-se claramente que nosso idoso, irremediavelmente integra uma categoria de ser humano absolutamente desfavorecida, quiçá abandonada, sofrendo com o cerceamento de seus direitos básicos, sem que o estado se aperceba de sua importância e do quanto contribuiu para o desenvolvimento do país e da sociedade como um todo. Não há dúvida de que devemos tomar vergonha na cara, cobrando do estado brasileiro o imediato cumprimento das leis que garantem os direitos do idoso, fiscalizando e denunciando os frequentes abusos, assim como desenvolver projetos voltados para qualidade de vida do idoso, reinserindo-o no mercado de trabalho, valorizando sua experiência e capacitando-o para novos desafios, dando-lhes autonomia e novas possibilidades, afinal, quem não morrer quando jovem, na velhice jamais escapará.

Delegado Mourão.


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