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Dr. é mais em baixo!

A ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na comunidade do Jacarezinho que culminou com mortes de bandidos e policial, objetivava exclusivamente dar cumprimento a decretos judiciais em forma de mandados de prisão, decorrente de apurações policiais concluídas com representações postulando pela concessão de prisões preventivas preventiva, medida logo deferida pelo órgão do poder judiciário, considerando a existência de materialidade delitiva, assim como indícios suficiente de autoria,  sem o que tal pretensão estaria inviabilizada. As mortes ocorridas de parte a parte certamente decorreram da reação violenta interposta mediante o concurso de armamento de guerra pelo seguimento bandido procurado. Esse é o preço pago por quem, alem de usufruir de imerecida liberdade, atenta contra a vida de policiais, profissionais na acepção do termo, em sua grande maioria detentores de graduação superior, alem de chefes de família  dispostos a combater o crime que domina as comunidades dominadas por bandidos. Apurar as circunstancias que determinaram a firme ação policial que objetiva dar cumprimento a normas repressivas judicialmente determinadas se constitui imperiosamente necessário na medida em que se pretende, de fato concluir sem paixões sobre o que de fato ocorreu. Não será possível permitir que interesses pessoais ou injustiças permeiem tal apuração, cuja responsabilidade é do aparelho policial investigativo, presidida por Delegado de Polícia, naturalmente assistido pela representação do Ministério Público. O estado, inobstante o resultado trágico da operação desencadeada jamais deveria abandonar o palco dos acontecimentos, pois, se assim o fizer tudo voltará como antes no quartel de Abrantes. Por dever de ofício devidamente apoiado pelo governo central as forças de segurança do estado deveriam ocupar a comunidade, expulsando dali os facínoras avessos á paz social, ali se estabelecendo como um complexo administrativo estatal capaz de enfrentar as contingencias avassaladoras provocadas pela associação bandida ali incrustada. Igual procedimento deveria ser adotado em relação as demais comunidades dominadas pelo crime, que ali se arvora em determinar ou não pela entrada ou saída de quem quer que seja sem a prévia permissão bandida. Nessa comunidades fui com clareza solar a presença de bandidos desfilando com potente arsenal bélico, vistas frequentemente em zonas de guerra, ali estabelecendo um estado paralelo. Será simples, não fosse cômico responsabilizar os policiais que corajosamente compareceram a uma zona dominada por homens fortemente armados, há muito acoitados pelo estado tido como democrático de direito com o propósito de respeitar e cumprir determinação judicial enquanto relegam essa bandidagem à condição de “pobres coitados socialmente excluídos sumariamente eliminados pelas balas da lei” .  A impunidade hoje por todos vivenciada é a certeza que alimenta a reação armada dos criminosos", conduta determinante para a o advento de  ocorrências, hoje denominadas de “ morte por intervenção policial. As representações policiais dos tempos modernos balizam suas ações garantidas por determinações judiciais preocupadas em respeitar integralmente os limites legais. Prevenindo inobservâncias o aparelho policial repressor escuda-se na legalidade e legitimidade, planejando de forma estratégica suas operações externas, especialmente as de maior risco todavia, a violência interposta para o cumprimento o legal será capaz de mudar os rumos pretendido, considerando o direito e o dever inalienável do policial de defender a própria vida.

Delegado Mourão


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