Siga-nos

Artigos

Você está em - Home - Artigos - Braço forte esquerdista!

Braço forte esquerdista!

“Não se admite mais a utilização do aparato de segurança contra a população pobre e negra das favelas e toda a violência decorrente das operações policiais”. Essa determinação pode ser considerada cômica, não fosse trágica sob todos os efeitos. Não só nas favelas cariocas, como em qualquer rincão deste pais, inclusive no asfalto, residência glamorosas e condomínios de alto padrão o crime se faz presente, via de regra de forma brutal, covarde e animalesca, contudo, a polícia lá pode comparecer sem restrição alguma. Alguma dúvida? Então vejamos: 1- O crime praticado pelos Nardoni, cruéis assassinos de sua própria filha menor, atirada para a morte da janela do prédio de alto luxo. 2- O assassinato que vitimou o patriarca da família Richthofen, idealizado por uma sua filha, víbora na verdade, Suzane Richthofen após cogitar, preparar, executar e consumar tamanha atrocidade em conluio com os irmãos Cravinho, igualmente bandidos de alta periculosidade, tudo movido pelo vil metal.3-Mais recentemente a barbaridade cometida contra outra criança, o menino Henry, praticado em condomínio de alto luxo, cometido pelo casal de bestas humanas, liderado por um reles Vereador, que deveria no mínimo ser expulso do parlamento e confinado eternamente no fundo de uma cadeia, levando em sua companhia sua amante, igualmente algoz da criança. Nesses ambientes de alto padrão a polícia adentrou, investigou, arrolou testemunhas, requereu mediadas de contenção judicial, assim como sujeitou seus autores à manifestação judicial. Um detalhe importante, todos os policiais estavam – como sempre – fortemente armados, nas versões curtas e longas, considerando ser seus instrumentos de trabalhado cautelados pelo estado. Nas favelas do Rio de Janeiro onde o crime, organizado ou não, instalou seu QG a reação estatal está proibida? Porque? E por quem? A título der proteger negros e pobres. Por quem deveria por dever de ofício estimular o combate direto e sistemático, decorrente de um estado ineficiente, muito menos eficaz em estabelecer ali a lei e a ordem pública. Aí está o resultado, a final, a própria comunidade a ser protegida é a mesma que se beneficia do crime, especialmente no comércio nefasto da droga. As ações de ocupação de reduto criminoso desse porte, geralmente são bem planejadas e judicialmente autorizadas, ocorrendo os confrontos em razão da violência imposta por bandidos de alta periculosidade, empunhando armas de alto poder de fogo, imagens documentadas pela imprensa e postas à disposição de todos. Morro carioca se tornou reduto “inviolável” pelas forças de segurança legal, conduta que motivou a bandidagem a se sentir inatacável e à vontade para “criar leis paralelas” que lhes permita ”prender”, “julgar”, “condenar” e “executar” recorrendo a métodos medievais toda sorte de eventuais desafetos, mormente denunciantes. Tudo isso ocorre às escancaras pleno século XXI em um pais sem lei e sem ordem. Isso pode?

Delegado Mourão.


Compartilhe nas mídias sociais