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Obrigado por tudo ínclita Desembargadora!

Morreu um paladino da justiça! A brilhante desembargadora Edineia Tavares, em vida dedicou seu tempo disponível em prol de uma justiça na forma como sempre imaginou, célere, independente e confiável. Faleceu repentina e abruptamente sem saber se um dia testemunharia tanta ambição do bem. Não é demais recordar que as prisões, como como método penal são relativamente recente. Outrora, representava impiedade e crueldade absoluta, considerando que criminosos aguardavam pela inapelável aplicação da lei nos ergástulos, enxovias, masmorras, vestíbulos dos pelourinhos, depósitos das câmaras de suplícios e corredores da morte, onde eram executados de forma atenazada, fustigada, esquartejada, enforcada e queimada em meio a um espetáculo marcado pela liturgia de ritual macabro e repulsivo. Nossa brilhante magistrada, ora falecida, nada disso pretendia, buscava apenas e tão somente a aplicação justa da lei, sob à luz da legislação pátria vigente, ou seja, simplesmente que cada devedor da lei e da ordem prestasse contas com a justiça pelo crime cometido na medida do imperativo legalmente previsto. Em outras palavras, nada mais buscava alem da ânsia pretendida pelos verdadeiros paladinos da justiça. Vivemos, hoje um renascimento dos ideais beccarianos, testemunhando os esforços dos novos operadores do Direito, que, em sua maioria, tendem à auscultação do fato social como medida indispensável à humanização da Justiça. Essa sempre foi a nota marcante do comportamento profissional da douta Magistrada que ora nos deixa, pessoa simples, humilde, mosqueirense nata, que atendida a todos sem qualquer discriminação. Na verdade, a grande ambição profissional da digna magistrada sempre repousou na valorização do ser humano como alvo teleológico da Justiça, respeitando o ordenamento positivado, uma vez que, consoante o sempre festejado magistério do ínclito mestre Wilson Brandão assim pensava “o juiz, que é chamado a aplicar as normas frias, rígidas e hieráticas, estará em presença de homens”. O judiciário paraense perde uma incomparável servidora, sempre pautando por práticas profissionais calcadas na justiça proporcional e igualitarista, atributos esses jamais ignorado por Miguel Reale Junior, defendido por Platão e sempre ressaltado por Aristóteles, considerando que a notável magistrada sempre perseguiu uma justiça destinada a ser o espelho divino pregado por Jesus Cristo, senhor de todos e Juiz único do universo. Descanse em paz nobre Magistrada e que seus métodos sejam logo assimilados pela justiça divina. Delegado Mourão.


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