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FALA DO MORAES - DESABAFO

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FALA DO MORAES - DESABAFO


Não sou Delegado por ser, muito menos perfeito. Sei lutar para viver, e perceber com facilidade, quem gosta ou não de mim. Sou o que sou sem ser fútil em defesa de princípios e de idéias. Minha paciência tem limite e o meu tempo dedico quase todo em defesa de minha profissão de policial, ajudando meus pares no que posso, e também em favor dos mais debilitados e necessitados em saúde, tudo para apenas devolver a Deus o que ele meu deu.

Não sou considerado amigo, por muitos dos Delegados e por outros policiais, mas amo a todos em minhas orações. Muito menos, me acho à simpatia em pessoa, e/ou adorado. Todos têm o direito de julgar o meu modo de ser, mas muitos sentem inveja do meu destemor e relacionamento social classista.

Eu (O brigão), somente luto pelo que é certo; não me interessando qual o governo ou a reivindicação. Sou puro de amor e de dedicação às causas dos policiais. Por isso mesmo, nunca fui politicamente (na visão partidária) correto, já que passei por vários partidos (PP, PR, PSDB, PSL, e agora no também triste PT), sempre lutando pelo voto consciente, sem pedir voto a ninguém, mas, permanentemente em defesa dos policiais, dos doentes hepáticos e demais doentes crônicos.

Sou contra uma boa parte das regras desiguais da sociedade e por isso mesmo, às vezes, me manifesto por puro impulso..., não é o correto; admito, entretanto, quem espera o tempo passar, nada aprende, ou ensina... 

Os Delegados gostam muitos de julgar meus passos, eu também julgo, a mim. Conheço boa parte, sem saber o que se passa em cada cabeça.

Não sou qualquer classista que espera hora para sair, pois, ainda luto na burocracia brasileira para voltar à ativa. Tenho como ideal apenas ajudar meus pares a conseguirem o que conquistei, ou seja, um salário digno (graças a Incorporação de representação de Secretário de Estado e Isenção de imposto de renda por doença), se não estaria como a maioria de minha categoria, que ganha um salário de miséria. Categoria que teve um realinhamento histórico não só pela vontade do governo, e sim pela luta travada nos bastidores do poder desigual por parte das representações classistas e eu estava lá outra vez fazendo história e não loucura.

Sei de meus limites, e respeito meus sentimentos de luta classista. Não necessito procurar e/ou abraçar ninguém por interesse pessoal, que não, o de amizade verdadeira, que nunca interferiu em me manter lutando por nossos direitos, até porque, todo o insignificante classista, que para preencher um espaço vazio de sua personalidade evita o debate coletivo ou individual, não é representante de nada, e sim de si mesmo.

Não estou na representação classista de minha categoria (tendo sido um revolucionário Delegado Geral) por diversão, ou para aparecer, ou ainda para discordar de alguém por nada, estou por amor à causa, além do que, não luto só para ter vida e sim por necessidade de me manter vivo.

Quem daqui a anos me encontrar conseguirá me reconhecer como o mesmo, que abre exceções, perdoa não importando o número de vezes, já que sempre modifico minha opinião errada pela certa, sem jamais mudar de meus de princípios.

Não sou o mocinho e muito menos quero que torçam para tanto. Sou apenas movido pelo amor aos meus colegas policiais em detrimento muitas vezes do de minha família.

Imbecil jamais fui diante da sociedade, que confunde o certo do errado e vice-versa. Deus me conhece no MMC de minhas vitórias contra a diabólica/divertida/amada vida humana, já que tenho pecados veniais, logo, meu estranho eu ninguém conhece, nem eu... Enfim, não sou o doido e muito menos o santo que muitos colegas pintam, sou apenas um homem latino americano com (nem muito e nem pouco) dinheiro no banco, lutando por igualdade para seus colegas policiais.

Tenho Deus como luz de minha personalidade. Não se pode ser classista da aposentadoria se não tiver vocação a luta democrática aonde as portas só devem ser fechadas em defesa do direito coletivo da categoria e não da briga pessoal com qualquer que seja o gestor.