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Delegado Washington Santos - Assindelp Parabeniza

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Delegado Washington Santos - Assindelp Parabeniza

 

A Polícia Civil do Pará, por meio da delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRPV/PA)  deflagrou na terça-feira (12), a “Operação Loki”, sob o coordenação do delegado Washington Santos destinada a dar cumprimento a mandados de prisão e busca e apreensão expedidos pelo juízo da vara de combate ao crime organizado de Belém.
 
A operação em comento é o resultado de uma investigação iniciada em julho de 2018, com o fim de apurar os crimes de organização criminosa, furto qualificado, estelionato, receptação, uso indevido de selo público, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, uso de documento falso, inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção ativa e corrupção passiva, praticados no período de março a julho daquele ano, em diversos municípios paraenses e outros Estados da Federação. 
 
Descobriu-se a existência de uma cadeia de delitos que iniciava-se com a locação de veículos seminovos junto a empresas especializadas, seguida da transferência fraudulenta de propriedade, culminando na venda a terceiros de boa-fé e posterior divisão dos lucros entre os envolvidos.
 
Os alvos possuíam um perfil definido, qual seja, automóveis fabricados em 2017 e 2018, quase sempre de alto padrão. 
 
Quanto aos locatários, eram recrutados em Estados distintos daqueles em que celebravam os contratos, como forma de dificultar as investigações. 
Após a locação, esses carros eram transferidos para nomes de pessoas físicas, por servidores do DETRAN/PA envolvidos no esquema. Em seguida, outro servidor inserido no setor de arquivo do DETRAN/PA desviava os documentos decorrentes das transferências (CRV/CRLV), fornecendo-os a despachantes que, por sua vez, os entregavam aos estelionatários responsáveis pela venda dos automóveis. 
 
Alguns desses veículos ainda passavam por uma segunda transferência antes de serem oferecidos à venda, com o objetivo de fazer constar no CRV, como proprietário anterior, o nome de uma pessoa física em vez de uma locadora, dificultando, desse modo, a detecção da fraude.
Com a posse dos automóveis e munidos dos respectivos CRV’s e CRLV’s legítimos (materialmente), mais identidades falsas, em nome das pessoas que figuravam como proprietárias nos documentos, os estelionatários do grupo não tiveram dificuldades de vender os carros a terceiros, que, de boa-fé, acabam pagando valores próximos aos de mercado. Além das 9 prisões acima, foram recuperados 18 dos 67 veículos identificados como produto dos crimes supracitados.